quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Funcho-do-mar (Crithmum maritimum)



Funcho-do-mar * (Crithmum maritimum L.)
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito)  da família Apiaceae, distribui-se pelas costas europeias e norte-africanas do Atlântico, pelas costas do Mediterrâneo e do Mar Negro e das ilhas da Macaronésia, com excepção de Cabo Verde, despontando em locais rochosos e em areais na proximidade do mar.
* Outros nomes comuns:   Funcho-marítimo, Funcho-marinho, Perrexil-do-mar;  Bacila.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Setembro - 2014)
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Urze-vermelha (Erica australis)




Urze-vermelha * (Erica australis L.)
Arbusto perenifólio que pode elevar-se até 2,5 m; folhas lineares. brilhantes, em verticilos de 4; flores com corola tubular ou tubular-campanulada de cor rosada ou avermelhada, agrupadas (2 a 6) em inflorescências umbeliformes dispostas no ápice de ramos laterais.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Ericaceae
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África.
Em Portugal distribui-se, ainda que de forma descontínua, por todo o território do Continente. Ausente dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: matagais e bosques com clareiras, em terrenos secos e com frequência pedregosos, a altitudes até 2000m.
Floração: de Dezembro a Junho.
*Outros nomes comuns: Torga-vermelha; Urgueira; Chamiça.
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Janeiro - 2017)
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cenoura-brava-de-crina (Daucus crinitus)






Cenoura-brava-de-crina ou Cenoura-de-folha-miúda (Daucus crinitus Desf.)
Erva perene, com 25 a 100 cm de altura; caule erecto, glabro, frequentemente ramificado a partir da base; folhas basais, numerosas, penatissectas (3 a 4 vezes) com segmentos aparentemente dispostos em verticilos e divisões de última ordem lineares ou linear-lanceoladas; as caulinares mais raras, mas semelhantes às basais e tal como estas penatissectas (1 a 3 vezes); flores brancas agrupadas em umbelas com pedúnculos compridos e com 10 a 30 raios desiguais. 
Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família: Apiaceae / Umbelliferae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica; Marrocos; Argélia e Tunísia)
Em Portugal, embora não seja tão comum quanto a congénere Daucus carota, pode, todavia encontrar-se em quase todo o território do Continente. De facto, parece só não ocorrer no Minho e no Douro Litoral . É também inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, taludes e bermas de estradas e caminhos, orlas de campos agrícolas, cultivados ou em pousio, a altitudes até 900m. Prefere solos ácidos.
Floração
de Abril a Julho.
 (Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Junho - 2015)
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Trevo-bardana (Trifolium lappaceum)






Trevo-bardana (Trifolium lappaceum L.)
Erva anual, algo pilosa, que pode atingir até cerca de 45 cm, com caule erecto ou, mais vulgarmente, ascendente, ramificado desde a base; folhas alternas, mas com as superiores, por vezes, subopostas, trifoliadas, com folíolos quase sésseis, obovados, denticulados na parte apical, pilosos na frente e no verso; flores [com cálice cónico com segmentos ciliados e mais compridos do que que o tubo e com corola (6 a 8 mm) branca ou rosada] agrupadas em inflorescências capituliformes, globosas, sem invólucro, nem bractéolas, aparentemente terminais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias).
Em relação à distribuição em território português refira-se que além de presente no arquipélago da Madeira e em algumas ilhas dos Açores, a espécie encontra-se também em quase todo o território do Continente. Ausente apenas na Beira Alta e admite-se que também em Trás-os-Montes, pois é duvidosa a sua ocorrência nesta (antiga) província.
Ecologia/habitat: prados em locais temporariamente alagados, com frequência em solos arenosos ou margosos, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 31 - Maio - 2016)
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ononis pubescens






Ononis pubescens L.

Erva anual, peloso-grandulosa, que pode atingir até cerca de 75cm de altura, com caules erectos ou ascendentes, muito ramificados; folhas, em geral, trifoliadas, sendo, porém, unifoliadas as correspondentes aos pedúnculos florais, umas e outras com estípulas bem desenvolvidas, com comprimento quase igual, ou mesmo igual, ao do respectivo pecíolo; flores com cálice campanulado, com pêlos glandulíferos e outros, numerosos, não glandulíferos, com dentes oblongo-lanceolados, um tanto recurvados; e com corola, maior que o cálice, composta por estandarte, quilha e asas amareladas; inflorescências unifloras, axilares, dispostas no cimo dos ramos de modo tal que aparentam formar uma só inflorescência racemiforme.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente e circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: matagais em locais pedregosos, taludes e bermas de estradas e caminhos, em terrenos calcários, a altitudes até 800m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Serra da Arrábida; 31 - Maio - 2016)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Convolvulus siculus

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Convolvulus siculus L.
Erva anual, pubescente, escandente, com 10 a 40 cm; caules simples ou escassamente ramificados, erectos (os mais curtos), decumbentes ou volúveis (os mais desenvolvidos); folhas pecioladas, inteiras, com limbo ovado ou ovado-lanceolado com nervuras bem visíveis, truncado ou cordado na base; flores pentâmeras, axilares, em geral solitárias, com corola infundibuliforme, de cor azul escuro ou azul pálido, dispostas em inflorescências pouco densas; fruto constituído por cápsula globosa, glabra.
Tipo biológico: terófito;

Família: Convolvulaceae
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (região onde, no entanto, a espécie se encontra circunscrita aos arquipélagos da Madeira e das Canárias) 
Segundo a Flora Ibérica, ocorrem na Península duas subespécies: a subespécie nominal e a subespécie elongatus, que a mesma fonte diferencia em função do comprimento dos pedicelos [notoriamente mais curtos do que o cálice na frutificação (subespécie nominal) e tão compridos ou apenas ligeiramente mais curtos do que cálice (subespécie elongatus]) e da cor das corolas (azul escuro, na subespécie nominal e azul pálido, quase branco na subespécie elongatus)
De acordo com a mesma fonte, ambas as subespécies ocorrem também em Portugal Continental: a subespécie elongatus circunscrita à Estremadura; a nominal com uma distribuição mais alargada (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa e, eventualmente, Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: terrenos pedregosos, na margem de cursos de água e na base de rochedos ou de arribas de natureza calcária.
Floração: de Março a Junho.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 7 - Abril - 2014 (foto 1); 29 - Janeiro - 2014 (fotos 3, 5 e 6 ); 23 - Abril - 2016 (fotos 3 e 4)]
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Erva-do-diabo (Datura stramonium)





Erva-do-diabo (Datura stramonium L.) 
Outros nomes comuns: Castanheiro-do-diabo, Erva-dos-bruxos, Erva-dos-mágicos, Estramónio, Figueira-brava, Figueira-do-inferno e Pomo-espinhoso. 
Planta originária da América do Norte,  mas, entretanto, introduzida em numerosa partes do globo pelo que, quanto à sua distribuição, é considerada actualmente como espécie cosmopolita.
É tóxica.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Solanales; Família: Solanaceae; Género: Datura; Espécie: Datura stramonium.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Setembro - 2014)
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Trevo-estrelado (Trifolium stellatum)




Trevo-estrelado (Trifolium stellatum L.)
Erva anual, vilosa, com 6 a 40 cm; com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados, com pêlos patentes; folhas alternas, pecioladas (com pecíolo até 9 cm), trifoliadas, com folíolos denticulados no terço superior; flores com corola rosada (por vezes, amarelada ou purpúrea) agrupadas em inflorescências pedunculadas (com pedúnculo até 10 cm) capituliformes, terminais e solitárias.
Tipo biológico: terófito; 
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sudeste da Grã-Bretanha; Sul da Europa; Norte de África; Oeste da Ásia; e Macaronésia (limitada, neste caso, aos arquipélagos da Madeira e das Canárias). Introduzida na América do Norte e na Austrália.
Em Portugal, além da presente no arquipélago da Madeira, pode também encontrar-se em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens e relvados pobres, em terrenos por vezes pedregosos e um tanto degradados, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ononis dentata

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Ononis dentata Sol. ex Lowe *
Erva anual, pubescente-glandulosa, com caules que podem atingir até cerca de 35 cm, erectos ou ascendentes, simples ou ramificados a partir da base; folhas, em geral trifoliadas, com folíolos dentados na metade apical; flores pediceladas, patentes durante a antese, pêndulas posteriormente, dispostas isoladamente nas axilas foliares, com corola  formada por estandarte rosado, asas e quilha esbranquiçadas.
Característica que convém confirmar; sépalas linear-espatuladas, com um ou mais dentes no ápice. (fonte)
Tipo biológico: terófito:
FamíliaFabaceae
Distribuição: Península Ibérica, Sicília, Sardenha e  Macaronésia (limitada aqui aos arquipélagos da Madeira e das Canárias).
Em Portugal Continental, encontra-se apenas  no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos litorais e arribas costeiras,
Floração: de Abril a Junho.  
*Sinonímia: Ononis reclinata L. subsp. dentata (Sol. ex Lowe) M. Laínz
[Local e data: litoral da Serra da Arrábida: 17 - Abril - 2014 (fotos 1, 2 e 4); 23 - Abril 2016 (Fotos restantes)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Euphorbia terracina

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Euphorbia terracina L.
Erva perene, por vezes, anual, (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) glabra, com caule geralmente ramificado desde a base que pode apresentar-se erecto, ascendente, ou procumbente, podendo atingir cerca de 90cm; folhas polimorfas (lineares, lanceoladas, raramente ovadas), sésseis; ciato, glabro, com nectários amarelados ou avermelhados com dois apêndices mais ou menos paralelos, delgados e relativamente compridos; cápsula (fruto) lisa, com sulcos profundos entre os lóculos.
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida no México, Austrália e África do Sul.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente (seguramente no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e, provavelmente, também no Douro Litoral e Minho).
Ecologia/habitat: areais marítimos; orlas de campos de cultivo. baldios, bermas de caminhos, em locais arenosos e próximos do litoral, a altitudes até 300m.
Floração: de Janeiro a Outubro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 7 - Abril - 2014 (fotos 2 e 3); 29- Janeiro - 2014 (fotos restantes)]
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Alecrim-das-paredes (Phagnalon saxatile)

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Alecrim-das-paredes [Phagnalon saxatile (L.) Cass.]

Subarbusto da família Asteraceae, em geral, muito ramificado, pode atingir até 60 cm de altura. Apresenta folhas ligeiramente onduladas e dentadas e flores em capítulos solitários.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira, Canárias e Selvagens). Em Portugal Continental, onde a planta também é designada por Alecrim-das-paredes-das-brácteas-estreitas (para o distinguir do muito semelhante Phagnalon rupestre - Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas) e por Alecrim-dos-muros é uma espécie bastante comum, encontrando-se, com maior frequência, em muros de suporte de terras e em fendas de rochas, embora não seja infrequente deparar com ela em terrenos de matos e em baldios e  outros terrenos incultos, mais ou menos pedregosos.
Floresce de Março a Agosto.
[Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Abril - 2015 (fotos 1 a 3); 22 - Abril - 2016 (4ª foto)]
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