sexta-feira, 27 de julho de 2012

Saudades-brancas (Cephalaria leucantha)

 







Saudades-brancas *[Cephalaria leucantha (L.) Roem. & Schult.]
Planta  herbácea, perene, da família Dipsacaceae, geralmente de caules múltiplos, simples ou fracamente ramificados na parte superior, que podem atingir cerca de 1m de altura. As folhas são geralmente polimórficas: as basilares podem ser inteiras ou penatissectas; as caulinares médias, penatipartidas ou penatissectas e as superiores (raras) lineares. As flores brancas agrupam-se em capítulos pequenos, globosos antes do desabrochar das flores e hemisféricos, após a floração .
Distribui-se pelo sul e sudoeste da Europa e noroeste de África. Em Portugal é uma espécie relativamente rara, estando assinalada a sua presença  no centro oeste (calcário e olissiponenese), na Serra da Arrábida,  no Algarve (Barrocal) e em parte do Baixo Alentejo.
Ocorre em clareiras de matos, em  taludes à beira de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou rochosos, calcários ou margosos. 
Floração: de julho a setembro.
Tal como caso denunciado neste outro "post", também as plantas desta espécie, quando postadas à beira  da estrada, são vítimas da devastação levada a efeito pelos passantes que não hesitam em cortar as hastes florais, logo que as flores despontam, como se pode ver na última fotografia supra. Felizmente para elas e para quem aprecia a natureza, nem todas crescem à mão de cortar.
* Outro nome comum: Suspiros-brancos-dos-montes.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 7/24 - julho - 2012)

sábado, 21 de julho de 2012

Mantissalca-de-Salamanca (Mantisalca salmantica)

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Mantissalca-de-Salamanca [Mantisalca salmantica (L.) Briq. & Cavill.]
Descrição: Planta herbácea classificada do ponto de vista do tipo fisionómico comohemicriptófito. Apresenta caule simples ou escassamente ramificado, por vezes a partir da base, com ramos que vão de ascendentes a erectos, muito finos e que podem atingir até 1,5m de altura; com as folhas da roseta basal e as caulinares inferiores penatipartidas e as superiores (pouco numerosas) linear-lanceoladas e um tanto dentadas; as flores de cor rosada agrupam-se em capítulos terminais e solitários com cerca de 2,5 cm de diâmetro,. revestidos por brácteas imbricadas, apresentando as exteriores um pequeno apêndice no ápice em forma de espinho, meio dobrado, caduco, embora nem sempre, pois, por vezes, permanece, mesmo  após a fase da frutificação (v. fotos 6 e 7), apêndice que, segundo o Portal Flora.On, permite distinguir a Mantisalca salmantica de algumas espécies do género Centaurea, género onde, aliás, a espécie já esteve incluída, com a designação de Centaurea salmantica. 
Distribuição: Originária da Região Mediterrânica, foi, no entanto, introduzida em vários países do centro da Europa bem como no sudoeste dos Estados Unidos (Califórnia e Arizona). Em Portugal ocorre sobretudo no centro e no sul do Continente. Também é dada como presente  na Madeira e nas Ilhas Selvagens, provavelmente por nelas ter sido introduzida.
Ecologia: Surge, em geral, em terrenos secos e incultos, em clareiras de matos e, muito frequentemente, à beira de estradas e caminhos. 
Floração: de maio a setembro. 
[Local e datas:; Serra da Arrábida; 22- maio - 2012 (fotos 1, 4 e 5) 09 - julho - 2012 (fotos 2, 3, 6 e 7)]
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Tomilho-de-Creta (Thymbra capitata)





Tomilho-de-Creta  [Thymbra capitata (L.) Cav.]
Descrição: pequeno arbusto (20 a 50 cm de altura) lenhoso, aromático, apresenta caule muito ramificado, com ramos ascendentes a erectos, esbranquiçados, com tufos axilares de folhas, sendo estas sésseis, linear-lanceoladas, glandulosas e fracamente ciliadas na base. As flores arroxeadas, com o lábio superior bífido agrupam-se em inflorescências densas no final dos ramos, protegidas por brácteas ciliadas.
Família: Lamiaceae;
Distribuição: 
- em geral, encontra-se dispersa por toda bacia do Mediterrâneo;
- em Portugal, é dada como presente, pelo menos no Barrocal algarvio, na Arrábida e na região de Lisboa;
Ecologia: Surge espontânea em clareiras de matos, terrenos abandonados ou em pousio, em locais secos, frequentemente pedregosos, ensolarados, sobre substratos calcários ou margosos, eventualmente, xistosos;
Floração: de junho a agosto; 
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - 06 - 2012)
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domingo, 15 de julho de 2012

Staehelina dubia





Staehelina dubia L.
Descrição: pequeno arbusto (20 a 40 cm de altura) com caule muito ramificado, cespitoso; folhas verde-escuras, mucronadas, as dos rebentes estéreis, linear-lanceoladas, sinuado-dentadas, as dos ramos férteis, geralmente inteiras e mais afastadas entre si; flores de cor purpúrea agrupadas em capítulos solitários ou dispostos em panícula com brácteas exteriores tomentosas, verdes, passando com o tempo a castanho-avermelhadas;
Família: Asteraceae;
Distribuição:
- em geral: Região Mediterrânica Ocidental;
- em Portugal: Centro oeste; Centro sul (Arrábida) e Barrocal algarvio;
Ecologia: locais áridos, geralmente pedregosos ou rochosos, sobre substratos calcários ou margosos.
Floração: de maio a agosto;
(Local e datas:  Serra da Arrábida; 27 -junho/09 - julho  - 2012)
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Linho-bravo (Linum bienne)






Linho-bravo, também designado por Linho-de-inverno (com a designação científica de Linum bienne Mill: e sinónimos: Linum tenuifolium L.;Linum angustifolium Huds.;Linum perenne (L.) Vill.;Linum agreste Brot.; além de outros) é uma planta, da família Linaceae, nativa da Europa Ocidental, Região Mediterrânica e Norte de Inglaterra e Irlanda, mas já introduzida noutras regiões, encontrando-se naturalizada nos Estados Unidos, nas costas do Pacífico. Ocorre sobretudo em terrenos calcários e ou margosos com com alguma humidade.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - 03 - 2012)
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Rapôncio-da-terra (Centaurea africana)







Rapôncio-da-terra (Centaurea africana Lam.)

Herbácea, perene, da família Asteraceae, possui um caule com 50 a 100 cm de altura, geralmente simples, ou pouco ramificado;  folhas quase todas basilares, serrado-dentadas; e flores, com o aspecto que as imagens documentam, reunidas em capítulos solitários e largamente pedunculados.
Distribui-se pelo centro e sul de Portugal, sudoeste de Espanha, Sicília e norte de África.
Floresce de junho a julho, surgindo, segundo o portal Flora.On, "em matos abertos, sobreirais e pinhais, geralmente em solos siliciosos".
 As aqui reproduzidas foram encontradas na Arrábida, num declive à beira da estrada, em zona ladeada por matos, em solo calcário/margoso. 
Que lembre, foi o primeiro contacto com a planta, e se fiquei satisfeito ao deparar com ela, também tive razão para algum desapontamento devido ao facto de ter constatado que entre as várias dezenas de exemplares existentes no local, a grande maioria apresentava as hastes florais cortadas. Ao todo e excluindo aquelas cujas flores ainda se mantinham resguardadas no invólucro do capítulo,  escaparam à devastação dois únicos exemplares, talvez  porque um tanto escondidos na sombra de uns arbustos.  Confesso o meu espanto perante tanta inconsciência. Será que as pessoas que procedem desta forma saberão que, se as plantas não completarem as fases da floração e frutificação,  não disporão de sementes para se reproduzirem no futuro? Ou sabendo, será que fala mais alto o egoísmo do que o respeito pela natureza e pela sua conservação?
(Local  e data: Serra da Arrábida; 09 - julho - 2012)
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Omphalodes linifolia





Omphalodes linifolia (L.) Moench

Erva anual, da família Boraginaceae, de caule simples ou pouco ramificado,com 15 a 40 cm de altura; folhas levemente serrilhadas; flores com corola de cor geralmente branca dispostas em cimeiras nuas.
Distribuição geral: Península Ibérica e sudeste de França.
Em Portugal ocorre na Terra Quente, (Alto Douro), Centro oeste, Centro sul (Arrábida) no sudeste e no barrocal algarvio, surgindo em terrenos secos, pedregosos e incultos e, por via de regra, sobre solos calcários.
Floresce de abril a junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - maio - 2012)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cardo-sanguinho (Carthamus lanatus)


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Cardo-sanguinho * (Carthamus lanatus L.)

Planta herbácea, anual, da família Asteraceae. Possui caule erecto, tomentoso, com 15 a 60 cm de altura, ramificado na metade superior; folhas espinhosas; flores amarelas com veios e com manchas cor de sangue, reunidas em capítulos, frequentemente, solitários, envolvidos por abundante tomento lanoso e guarnecidos de brácteas involucrais semelhantes às folhas e igualmente espinhosas.
Planta nativa do sul da Europa e,  em geral, de toda a Região Mediterrânica, bem como de algumas regiões da Ásia, foi introduzida e encontra-se naturalizada noutras partes do globo, como a América do Norte e Austrália onde é considerada como planta daninha.
Em Portugal, distribui-se sobretudo por todo o Alentejo e pela região da Estremadura.
Tem habitat preferencial em terrenos cultivados e incultos e em terrenos em pousio bem como à beira de estradas e caminhos, em lugares ensolarados, secos, frequentemente, sobre substrato calcário ou margoso.
Floração: de maio a agosto.
*Outras designações comuns: Cardo-lanoso; Cardo-Cristo; 
(Local e datas: Serra da Arrábida; 27 - 06 - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); 09 - maio - 2012 (fotos 5)]
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